terça-feira, 5 de agosto de 2014

05/08/2014 07h15 - Atualizado em 05/08/2014 16h13 Com venda de trufas, recifense realiza sonho da casa própria

Gilvânia Fagundes da Silva deu entrada em imóvel no Morro da Conceição.
Ela vendeu cerca de 10 mil doces e arrecadou R$ 8 mil.


 Gilvânia pretende se profissionalizar no negócio das trufas (Foto: Luna Markman / G1)
 
Foram cerca de seis meses de campanha e mais de 10 mil trufas vendidas para a recifense Gilvânia Fagundes da Silva, 33 anos, conseguir realizar o sonho da casa própria. A venda de doces que mobilizou amigos, parentes e a comunidade do Morro da Conceição, na Zona Norte da capital pernambucana, não possibilitou a quitação do imóvel, mas fez "Gil" dar uma entrada de R$ 8 mil e garantir seu novo lar. Nesta terça-feira (5), ela assinou toda a papelada e espera agora só a documentação do banco financiador para ir ao cartório e registrar o imóvel no seu nome.

Preço cobrado pelo doce é R$ 2 (Foto: Luna Markman / G1)
 Ao todo, a recifense arrecadou cerca de R$ 12 mil, mas precisou usar parte dinheiro para pagar aluguel e investir no negócio. Antes funcionária de um parque de diversões, Gilvânia gostou tanto da nova ocupação que agora está se tornando uma microempreendedora. Vai realizar o curso no Sebrae, tirar CNPJ e já pensa até em formalizar funcionários. "Na minha casa tem uma área que, quem sabe, posso até construir uma pequena fábrica, crescer. Estou muito feliz com o que estou fazendo, realmente me encontrei", comentou. Atualmente, dois amigos ajudam Gilvânia na produção das trufas, que são vendidas por R$ 2, em pizzarias, bares, padarias e, claro, através do boca a boca entre amigos.


Quando deu início à campanha, Gilvânia tinha a intenção de comprar o imóvel onde morava com os dois filhos e o marido por R$ 35 mil - para isso, precisaria vender 20 mil trufas, aproximadamete. Os planos mudaram quando a família se mudou para outra casa no Morro da Conceição, maior, melhor localizada e estruturada. O preço do aluguel cobrado pelo dono era de R$ 500, até a notícia de que ele queria vender a residência, pelo valor de R$ 80 mil. Os planos de Gilvânia mudaram, e os R$ 8 mil arrecadados serviram para dar entrada ao financiamento junto ao banco.
Para a microempresária, o valor da parcela ficou em R$ 540, decrescente num prazo de 360 meses. "É quase o mesmo valor que eu pagava de aluguel, não vai fazer diferença no orçamento. Mas agora vou pagar por algo que é meu, no meu nome, e não do dos outros. Sem falar que a minha casa é linda, não precisa de ajustes, a não ser que queira me amostrar", brincou.  Para o futuro, o pensamento é de profissionalizar ainda mais a fabricação do doce de vários sabores. Ao todo, são 11: brigadeiro, menta, bem-casado, beijinho, limão, maracujá, morango, açaí, amendoim, ameixa e napolitano.  O contato com Gilvânia, pode ser feito através do Facebook.

do g1





 

 

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