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OTITE
O ouvido, para efeito
didático, divide-se em externo, ouvido médio e interno. O ouvido externo
compreende o pavilhão auricular (orelha), o meato acústico externo
também chamado de canal auditivo externo e o tímpano, que separa
o ouvido externo do médio. O ouvido médio é a câmara onde situam-se
três ossículos (martelo, estribo e bigorna) interligados entre si e que
servem como meio de ligação com o ouvido interno. Nessa câmara onde
situam-se referidos ossículos, existe um canal de ligação do ouvido
médio com o faringe, denominado Trompa de Eustáquio. Ouvido interno, a
parte mais especializada e portanto também mais delicada e importante de
todo o ouvido, onde existem os chamados Canais semicirculares, a Cóclea
e o Nervo acústico, este último ligando todo o conjunto diretamente ao
cérebro.
Sendo assim, é fácil perceber que conforme
sejam atingidas essas diferentes porções do ouvido, a otite se revestirá
de maior ou menor gravidade, recebendo também denominações diversas,
como otite externa, otite média e otite interna. Embora algumas raças
de gatos tenham predisposição à otite, sua incidência é muito mais comum
em cães, uma vez que a anatomia do ouvido dos gatos é,
comparativamente, menos favorável às infecções. A maioria das raças de
cães apresenta um canal auditivo bastante longo, quando comparado ao
ouvido humano, o que as predispõe a infecções e dificulta o tratamento.
Cães com orelhas longas e pendulares, como os das raças Cocker
Spaniel, Golden Retriever e Basset Hound, são mais predispostos a
problemas de ouvidos do que outros cães, pois as orelhas pendulares
obstruem a entrada de ar e a secagem adequada do canal auditivo. O
resultado é um ambiente quente, úmido e escuro; com perfeitas condições
de crescimento de microrganismos, como leveduras, fungos e bactérias. As
inflamações de ouvido podem ser causadas por vários fatores: parasitas,
microrganismos, corpos estranhos, tumores e doenças de pele. Os ácaros
causadores de sarna de ouvido estão mais relacionados a otites felinas.
Já as bactérias e fungos, apresentam-se como os principais agentes
causadores das otites caninas e também das felinas.
Os
sintomas mais comuns da otite são agitação da cabeça, coceira, esfrega
das orelhas contra o chão, dor ao redor das orelhas e cabeça, mau
cheiro, secreções e perda de audição, geralmente relatada pelo
proprietário. O diagnóstico dessa doença deve levar em conta vários
fatores, que muitas vezes convergem para um tratamento de longa duração,
e pode se dar através de exame físico, otoscopia ou exames
laboratoriais (citologia, cultura e antibiograma). Assim como acontece
com os seres humanos, o uso descontrolado e indevido de antibióticos
contribui para o surgimento de bactérias cada vez mais resistentes às
medicações; daí a importância de se fazer um diagnóstico preciso da
doença.
O tratamento das otites está associado ao uso de
medicação tópica e à limpeza dos ouvidos. Em alguns casos há a
necessidade de se associar à medicação tópica, antibióticos e/ou
anti-inflamatórios. O remédio quem vai definir é o veterinário, por isso
não medique seu cão sem orientação. É importante lembrar que o sucesso
terapêutico da medicação tópica depende do proprietário respeitar a
forma de tratamento indicada, a maneira correta de executá-la, os
intervalos de medicação e o tempo de duração. Muitas vezes essa parte,
que deveria ser a mais simples do processo, torna-se justamente o
entrave do sucesso do tratamento.
Não é possível prevenir
completamente o surgimento de otites, mas a limpeza rotineira dos
ouvidos pode ajudar bastante, principalmente nos casos de animais que já
possuam esta predisposição.
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