
A Lei
11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha, completa oito anos de
promulgação nesta quinta-feira (07), sendo comemorada por um conjunto de
movimentos de mulheres e grupos feministas. O objetivo da lei é
prevenir a violência sexista, punir com rigor os agressores e oferecer
apoio integral ao público feminino em situação de violência doméstica e
familiar.
Na Bahia,
diversas ações estão em andamento para dotar os municípios de
instrumentos adequados à aplicação da lei e atenção às vítimas. A
titular da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Vera Lúcia
Barbosa, destaca a criação da pasta, em 2011, como uma das importantes
medidas para potencializar a articulação de iniciativas voltadas ao
enfrentamento à violência de gênero na Bahia.
“Juntamente com
outras esferas do poder público, atuamos para potencializar serviços
voltados para o cuidado com as mulheres. É uma rede composta por
delegacias, centros de atendimento especializados, casas de abrigamento,
varas especializadas no âmbito do Judiciário, entre outras ações. Nosso
esforço é fazer com que essa grande estrutura funcione bem”.
A secretária
também enfatiza a adesão da Bahia, no ano passado, ao programa ‘Mulher,
Viver sem Violência’, que prevê, entre outras ações, a criação da Casa
da Mulher Brasileira. “Será um espaço para agregar todos os serviços da
rede de atenção e acolhimento à mulher em situação de violência num
único espaço”.
Proteção ampliada
Um das mais
recentes iniciativas do Governo do Estado, a ser lançada nos próximos
dias, é a Ronda Maria da Penha. Articulado por meio das secretarias de
Políticas para as Mulheres (SPM) e Segurança Pública (SSP), o projeto
atenderá aos municípios de Salvador, Feira de Santana e Porto Seguro,
numa fase experimental, em parceria com prefeituras locais.
O trabalho
envolverá as delegacias de Atendimento à Mulher (Deams), Defensoria
Pública, Ministério Público e Varas Especializadas, além da Polícia
Militar (PM), que fará as abordagens e operações necessárias na ronda.
No total, nas três cidades, atuarão seis equipes dotadas de viaturas
personalizadas. O efetivo terá formação específica nas áreas de gênero,
raça e etnia, patriarcado, violência sexista, cidadania e qualidade de
vida da mulher, entre outros temas.
Apoio às redes de atenção
Por meio de
editais, lançados desde 2011, foram aportados recursos estaduais que
possibilitaram iniciativas como equipar Centros de Referência de
Atendimento à Mulher (CRAMs) dos municípios de Salvador, Camaçari, Lauro
de Freitas, Cruz das Almas e Feira de Santana. Está sendo garantida
também, por meio de captação de recursos financeiros, a implementação de
sete novos centros, sediados em Barreiras, Santa Maria da Vitória,
Itabuna, Ilhéus, Camacã, Teixeira de Freitas e Porto Seguro.
O Governo do
Estado viabilizou ainda, em parceria com a Universidade Federal da Bahia
(Ufba), seis encontros territoriais voltados à formação das equipes dos
CRAMs e Núcleos Especializados de Atendimento a Mulheres em Situação de
Violência. As atividades tiveram a finalidade de nivelar as discussões
sobre protocolos, procedimentos e normatizações nestes serviços
especializados.
.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.