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O suspeito de
mandar matar um promotor de Justiça de Itaíba, no Agreste de Pernambuco,
em outubro do ano passado, se apresentou à Polícia Federal (PF), nesta
terça-feira (28). O fazendeiro José Maria Pedro Rosendo Barbosa, 55
anos, estava foragido desde a época do crime e falou à imprensa que
chegou a dormir em cemitérios para escapar da prisão.
José Maria
chegou à sede da PF por volta das 18h, acompanhado pela esposa e por
advogados. "Eu estou me apresentando espontaneamente. Isso era para ter
acontecido bem antes, mas a Polícia Civil nunca quis me ouvir. O
delegado da Polícia Federal [Alexandre Alves], na hora que chegou em
Águas Belas, que procurou minha família, meus advogados, eu me dispus a
me apresentar para contribuir com as investigações", disse.
A PF assumiu o
caso em setembro passado, a pedido do Ministério Público Federal e por
ordem do Superior Tribunal de Justiça. O delegado Alexandre Alves, que é
de Brasília, assumiu o caso em caráter especial.
Na época do
crime, ele tinha cabelos bem grisalhos e apareceu nesta terça com os
fios pintados. A tintura estava sendo usada para dificultar a
identificação. O suspeito não informou os locais onde esteve escondido
nos últimos meses. "Eu estava na pior situação que vocês podem crer, não
é fácil deixar a família e viver da maneira que vivi um ano, por causa
da falta de interesse, de contribuição do estado. Cheguei a dormir
várias vezes dentro de cemitério, dentro do mato e não tinha necessidade
de nada disso, porque se o delegado [da Polícia Civil] tivesse mandado
uma intimação, eu teria comparecido à delegacia. Nunca quiseram me
ouvir", comentou.
José Maria
Pedro Rosendo Barbosa também afirmou que votou no primeiro e segundo
turno, o que indica que esteva em seu domicílio eleitoral, em Águas
Belas, por duas vezes. A Polícia Federal informou, através de sua
assessoria de imprensa, que não vai comentar esse fato, por enquanto. O
fazendeiro alegou ainda que é inocente. "Eu vou ver o que vão me
perguntar [no interrogatório], estou pronto para responder. Quero ouvir
por que razão estou sendo acusado, porque nunca existiu motivo de eu
praticar isso que estão me acusando. Eu nunca dei um bom dia [ao
promotor], não conhecia ele", apontou.
O suspeito
recebeu voz de prisão na sede da PF em cumprimento a um mandado
temporário, que tem validade de 30 dias, podendo ser renovado pelo mesmo
período. Ele vai ser ouvido e depois seguirá para o Centro de Triagem
(Cotel), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife. Ele ficará
em uma área reservada que já foi acertada entre a Polícia Federal e a
Secretaria de Defesa Social. Como a investigação corre em segredo de
Justiça, o teor do depoimento não será revelado.
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