Reunião da Comissão com ministro Francisco Teixeira (Fotos: Assis Ramalho)
Em medida de urgência, o ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, recebeu na manhã de hoje (11) em Floresta, no Sertão de Pernambuco, líderes de caravanas de produtores de Petrolândia,
inclusive o prefeito do município Lourival Simões, no intuito de chegar
a um acordo para liberação do acesso ao canteiro de obras do Eixo Leste
(EBV1) da Transposição do rio São Francisco, bloqueado desde o início
da manhã deste sábado para impedir a retirada de água da represa de
Itaparica.
Além
do prefeito Lourival Simões, a comissão foi composta pelo secretário de
Desenvolvimento Econômico do município de Petrolândia, Rogério Viana,
George Novaes, da ARBio. Genildo da Aldeia Pankararu, Joana Nogueira,
representando o perímetro irrigado do Projeto Apolônio Sales, Hiata
Edson, perímetro irrigado do Icó Mandantes, e o representante da
Piscicultura, Zacarias.
Entre
outras reivindicações, foi debatido na reunião a doação de tubos e
cabos elétricos aos produtores, para extensão dos sistemas de irrigação,
Garantia Safra Especial para quem não puder mais plantar, prorrogação
com rebate dos financiamentos devidos pelos ribeirinhos, linha de
crédito especial para bombeamento de água, contratação emergencial de
equipamentos para abertura e limpeza dos canais para irrigação, garantia
de recursos emergenciais para os perímetros irrigados.
Após
a reunião com o ministro Francisco Teixeira, e o representante da Chesf
Carlos Brito, a comissão dirigiu-se ao canteiro de obras do Eixo Leste
(EBV1) da Transposição do rio São Francisco. Lá, o prefeito Lourival
Simões repassou o conteúdo da reunião, que não foi satisfatório, para os
líderes de caravanas de produtores de Petrolândia, que decidiram pela
manutenção do bloqueio.
A
partir de agora, a intenção dos líderes do movimento é mobilizar as
pessoas de Petrolândia e cidades circunvizinhas, para que passem a fazer
parte do movimento para que o governo federal passe a ter
conscientização dos problemas existentes no lago de Itaparica.
Lourival Simões fez questão de dizer que não estava junto ao movimento como gestor do município e sim como um cidadão.
Hiata
Edson, representante do perímetro irrigado do Icó Mandantes, era mais
um que não concordava com o enchimento da Barragem de Areias, Eixo Norte
da transposição. '' Eu participei da reunião com o ministro, e não
concordo com o que eles querem fazer. Simplesmente eles querem encher a
barragem Areias para que seja inaugurada com a presidente Dilma,
prevista para segunda-feira (13)", disse em tom de desabafo.
Zacarias,
representante da Piscicultura, disse não concordar com as propostas do
ministro. "O que foi dito hoje aqui, na reunião com o ministro, nós já
vimos em outras reuniões. O representante da Chesf (Carlos Brito), que
também estava na reunião, sabe de todos esses problemas que foram
debatidos. Por mim, a gente não sai daqui, enquanto a gente não tiver
uma definição mais clara. Essa água que vai encher a barragem vai ser um
grande desperdício, onde só vai servir para não criar mato no local",
ponderou Zacarias.
Para
Alexandre Sertão, representante da Agrovila 01 Bloco 02, o tema
debatido na reunião foi interessante, mas o mais importante era debater a
questão da liberação da água para encher a barragem Areias, coisa que
ele não concordava. "A minha posição é que a gente deva manter o
bloqueio ao acesso ao canteiro da obra. Se a gente não tomar essa
atitude agora, nada vai acontecer em nosso favor", disse.
Por
sua vez, o ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira,
informou que os testes no canal não trarão impactos no abastecimento da
região.
"A
quantidade de água a ser bombeada até o final deste ano representa
apenas 0,06% da capacidade do reservatório de Itaparica. Do volume
atual, representa apenas 0,3", afirmou.
A
transposição será feita por dois canais, de 477 km no total, que
levarão água para 390 cidades de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande
do Norte. Iniciada em 2006, durante a gestão Lula (2003-2010), o custo
do empreendimento saltou de R$ 5 bilhões para R$ 8 bilhões. (Blog do Assis Ramalho)
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